sexta-feira, 10 de outubro de 2014

TV Evangélica Abre as Portas aos Adventistas

Jacareí, SP...[ASN] Na noite de segunda-feira, 22 de agosto, o jornalista Leandro Quadros, um dos apresentadores do programa Na Mira da Verdade da TV Novo Tempo, esteve nos estúdios da Rede Internacional de Televisão (RIT TV) para um debate teológico sobre a importância da boa alimentação e sua influência na vida espiritual do crente. O programa “Vejam Só!”, apresentado pelo Reverendo Éber Cocareli, lançou a seguinte questão: “Comer mal é pecado contra o templo do Espírito Santo [corpo]. Então, as igrejas não deveriam ensinar a comer direito?” 

"De um lado eu defendia a posição bíblica de que uma alimentação saudável
está intimamente relacionada a uma espiritualidade saudável (1Co 10:31). Do outro, o pastor Othoniel Rodrigues, palestrante do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) e líder do Ministério Evangélico de Missão Integral Graça (MEMING), estava em defesa da ideia de que o alimentar-se errado não é pecado, mesmo que traga consequências danosas à saúde", relata Leandro Quadros.

Uma das bases da argumentação do jornalista foi 1 João 3:4, que afirma ser a desobediência à lei de Deus “pecado” – seja esta lei de ordem moral (Ex 20) ou dietética (Gl 5:21; Rm 16:18; 1Co 10:31). Além disso, a Bíblia ensina ser o corpo humano o “templo” ou “santuário” do Espírito Santo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20), de modo que todos os cristãos (ou não cristãos) têm a responsabilidade moral de cuidar do aspecto físico.

Leandro Quadros ainda relata que um dos pontos positivos (entre muitos outros) de sua participação no programa é o contato que muitos espectadores tem feito. "Estou recebendo e-mails de irmãos evangélicos interessados em saber mais sobre a alimentação saudável, à luz da Bíblia. Outro motivo de alegria é a oportunidade que tivemos de divulgar a dieta alimentar saudável que o colega Marcos Júnior, do departamento Web, está fazendo com base nas instruções do livro Conselhos Sobre Regime Alimentar, de Ellen G. White", conclui.
Assista ao programa:

Fidelidade aos Sonhos de Deus


Wasthi Lauers
Guardar o Sábado nunca foi tarefa fácil, e no ultimo “A Casa da Ana Hickmann”, a Wasthi Lauers nos mostrou muito bem isso.

Como qualquer jovem cheia de sonhos, ela decidiu aproveitar a grande oportunidade de se tornar uma importante, e com certeza, renomada jornalista, no Reality “A Casa da Ana Hickmann”, mas teve que perder essa grande oportunidade para ser fiel aos sonhos de Deus para ela.

Muitos acharam uma loucura a decisão dela por ter perdido uma grande oportunidade, outros se orgulharam muito da sua fidelidade, e teve quem “atirasse” pedras nela com o seguinte pensamento:

“Poxa, para que ela entrou em um Reality, ao menos imaginando que não poderia guardar o Sábado? Ou se ela realmente tivesse princípios nem teria se inscrevido” Eu então respondo com outra pergunta: “E por que Deus permitiu que ela entrasse no reality sabendo que ela não poderia ficar lá não apenas por causa do Sábado, mas também das festas que seriam realizadas?

Pode parecer loucura essa minha pergunta, mas se Deus é conhecedor de tudo, e mais, escritor de nossas vidas, por que então permitiu que ela entrasse naquele reality? Usarei a mesma resposta que ela deu: “Deus teve um propósito para a minha vida!” Ponto! E Ele realmente teve um bom propósito para isso. Quem sabe Ele queria que o Brasil soubesse o quanto nós, Adventistas do 7º dia, valorizamos o descanso (Sábado) e a comunhão com Ele nesse dia abençoado por Ele mesmo. Ou talvez ele queria mostrar a inúmeros jovens adventistas que, assim como ela, querem realizar os sonhos profissionais, mas que não devem deixar de lado os planos de dEle, e que se for preciso abandonar grandes oportunidades, então que seja feito, mas confiando que Ele abrirá outras portas. Ou Ele simplesmente queria ver até onde a Vasthi iria avante em realizar os seus sonhos para ser fiel a Ele.

Então amigo, não há necessidade de julgamentos pelo fato dela ter se inscrito em um reality “onde tudo de promiscuo pode acontecer” como dizem alguns, antes é preciso avaliar a finalidade desse Reality que é dar a oportunidade a uma jovem de se tornar uma importante jornalista, não se comparando ao ‘BBB’ ou ‘A Fazenda’ onde acontece realmente de tudo. Então vamos parar com os julgamentos certo? Porque mesmo que ela não tenha tido princípios ao se inscrever e ir ao Reality, ela pode muito bem ter se arrependido e ter recebido o perdão de Deus! E depois, quem somos nós para dizer o que se passou na mente e no coração dela por essas decisões? E o que dizer da permissão de Deus em deixá-la entrar no Reality?

Com isso amigos aprendemos que podemos sonhar, e até mesmo alto, mas se for preciso perder oportunidades para ser fiel, então que seja! Temos que entender que podemos fazer de tudo, mas nada que venha ferir nossos princípios, nada que nos faça desobedecer a Deus ou perder o Céu. Temos que mostrar ao mundo que podemos dizer SIM a Deus e NÃO a eles, mesmo quando parece ser loucura e uma total inconveniência. Precisamos aprender a viver e sonhar os sonhos que Deus tem para nós! Precisamos confiar que Ele nos abrirá várias portas, quando deixarmos de lado as oportunidades de realizarmos nossos sonhos, para sermos fieis aos sonhos dEle para nós..

“Peça a Deus que abençoe os seus Planos, e eles darão certo” Pv. 16:3.

Assista a esse belo testemunho:

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Falar do Amor de Cristo?

João 17:18
Os filhos de Deus são chamados a ser representantes de Cristo, manifestando a bondade e a misericórdia do Senhor. Como Cristo nos revelou a nós o verdadeiro caráter do Pai, assim temos de manifestar Cristo ao mundo, o qual Lhe desconhece o terno e compassivo amor.
“Assim como Tu Me enviaste ao mundo”, disse Jesus, “também Eu os enviei ao mundo... para que o mundo creia que Tu Me enviaste.” João 17:18 e 21. “Eu neles, e Tu em Mim... para que o mundo conheça que Tu Me enviaste a Mim.” João 17:23.
1. Qual o papel do cristão neste mundo?
2 Coríntios 3:2,3
O apóstolo Paulo diz aos discípulos de Jesus: “É manifesto que vós sois a carta de Cristo... conhecida e lida por todos os homens.” II Cor. 3:3 e 2. Em cada um de Seus filhos Jesus envia uma carta ao mundo. Se sois seguidores de Cristo, Ele manda por vosso intermédio uma carta à família, à cidade, à rua em que residis. Habitando em vós,
Jesus deseja falar ao coração dos que não se acham relacionados com Ele. Talvez não leiam a Bíblia, ou não escutem a voz que lhes fala de suas páginas; não vêem o amor de Deus manifestado em Suas obras.
Se sois, porém, um fiel representante de Jesus, talvez por meio de vós sejam induzidos a compreender algo de Sua bondade, sendo atraídos a amá-Lo e servi-Lo.
2. Que mensagem maravilhosa de esperança tem o cristão o privilégio de partilhar com outras pessoas?
João 17:23
Os cristãos são postos como luminares no caminho para o Céu. Cumpre-lhes refletir sobre o mundo a luz que de Cristo sobre eles incide.
A Sua vida e caráter devem ser de molde a que outros possam obter por seu intermédio uma justa concepção de Cristo e Seu serviço. Se representamos a Cristo, faremos com que Seu serviço apareça atrativo, como na realidade o é. Cristãos que acumulam sombras e tristezas em sua alma, que murmuram e se queixam estão dando aos outros uma falsa idéia de Deus e da vida cristã. Dão a impressão de que Deus não Se compraz em que Seus filhos sejam felizes, dando assim um falso testemunho de nosso Pai celestial.
3. Que disposição deveria ter todo cristão?
Filipenses 4:11
Satanás exulta quando pode levar os filhos de Deus à incredulidade e ao desalento. Deleita-se em ver-nos desconfiando de Deus, duvidando de Sua boa vontade e poder de salvar-nos. Apraz-lhe fazer-nos pensar que as providências do Senhor visam a prejudicar-nos. É a obra de Satanás representar o Senhor como falto de compaixão e piedade.
Deturpa a verdade a Seu respeito. Enche a imaginação de ideias erróneas relativamente a Deus e, em vez de fixarmos a mente na verdade quanto a nosso Pai celeste, muitas vezes a demoramos nas falsidades de Satanás, e desonramos a Deus desconfiando d´Ele, e contra Ele murmurando.
Satanás busca sempre tornar a vida religiosa sombria. Deseja que se nos afigure trabalhosa e difícil; e, quando o crente, em sua vida, faz aparecer sua religião sob esse aspecto, está, por sua incredulidade, confirmando a mentira de Satanás.
4. Que atitude deveríamos ter ao enfrentar as dificuldades da vida?
2 Coríntios 12:9,10
Muitos através da estrada da vida, pensam demasiado em seus erros e faltas e decepções, ficando com o coração cheio de amargura e desalento.
Durante minha estada na Europa, certa irmã que assim fazia, achando-se profundamente acabrunhada, escreveu-me pedindo uma palavra de animação. Na noite seguinte à leitura da sua carta sonhei que me encontrava num jardim, e alguém que parecia o dono do mesmo me conduzia por ele. Eu apanhava as flores e fruía o aroma, quando essa irmã, que ia a meu lado, me chamou a atenção para alguns feios cardos que lhe embaraçavam o caminho. Ali estava ela, lamentando-se e afligindo-se. Não andava pelo caminho, em seguimento do guia, mas ia por entre os espinhos e cardos. “Oh!”

terça-feira, 23 de setembro de 2014

PARÁBOLA DO SEMEADOR

Evangelho encenado - Parábola do Semeador - Mateus 13, 1-23

1  TENDO Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar;
2  E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.
3  E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.
4  E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
5  E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
6  Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
7  E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.
8  E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
9  Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
(  Mc 4:10-20    Lc 8:9-15  )
10  E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
11  Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
12  Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13  Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
14  E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis.
15  Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.
16  Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17  Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.
18  Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
19  Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.
20  O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;
21  Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;
22  E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;
23  Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Textos Chaves
“Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3-4).

Introdução
Deus tem um plano especial para alcançar o mundo com o Evangelho. Jesus revelou este plano quando Ele disse a Seus discípulos...

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1:8).

Este versículo revela várias coisas sobre o plano de evangelização de Deus:
·         Jesus Cristo é o conteúdo da mensagem.
·         Os discípulos são os mensageiros do Evangelho habilitados pela força poderosa do Espírito Santo.
·         O mundo inteiro é ser o destinatário da mensagem.
Nesta lição você aprenderá sobre o conteúdo da mensagem do Evangelho. No Capítulo Quatro você aprenderá sobre os mensageiros do Evangelho que são os crentes capacitados pelo Espírito Santo. Capítulo Cinco explica como os mensageiros devem comunicar a mensagem e Capítulo Seis trata das pessoas que são os destinatários da mensagem.

O Evangelho do Reino
Jesus disse:
“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

A mensagem de evangelização é o Evangelho do Reino. A palavra “Evangelho” realmente significa “boas notícias”. Quando nós falamos do Evangelho em um sentido Bíblico, isto se refere às boas notícias do Reino de Deus e da salvação através de Jesus Cristo.

Em Romanos 1:1 o Evangelho é chamado o “Evangelho de Deus”. Em Romanos 2:16 é chamado “o evangelho de Paulo”. Em Romanos 1:16 é o “Evangelho de Cristo”. No há nenhuma contradição nestes versículos porque Deus é o autor do Evangelho, Cristo é o tema, e o homem é o destinatário.

Os Elementos Básicos do Evangelho
Em 1 Coríntios 15:1-4, os elementos básicos do Evangelho são dados por Paulo.

A mensagem básica do Evangelho é que Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras, que Ele foi enterrado, e Ele ressuscitou segundo as Escrituras. Em seu sentido mais estreito, o Evangelho pode ser resumido na mensagem de João 3:16.

Em seu significado mais amplo, inclui tudo o que Jesus ensinou a Seus discípulos (Mateus 28.19-20).

Devemos contar aos homens sobre o Reino, desafiá-los a entrar nele, e treiná-los sobre como viver como cidadãos do Reino.

O Evangelho que nós pregamos não é um evangelho social para reformar a sociedade, mas é o Evangelho

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A ORDEM DE JESUS PARA IR

OBJETIVOS:

Ao concluir este capítulo você será capaz de:
*          Escrever o Versículo Chave de memória.
*          Identificar cinco princípios em que o mandato para a evangelização é baseado.
*          Identificar três coisas necessárias para cumprir o mandato de evangelização.

VERSÍCULO chave:
“Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti” (Ezequiel 33:8).

INTRODUÇÃO
As pessoas se envolvem na evangelização por razões diferentes. Os novos convertidos normalmente são evangelistas devido a sua excitação sobre sua recente conversão. Algumas pessoas se esforçam na

domingo, 10 de agosto de 2014

RESTAURAR A VISÃO DE MISSÃO - PROCESSO DE RENOVAÇÃO -


Se pensarmos na história de uma igreja estabelecida há mais de 50 anos, numa vila ou cidade teremos uma igreja que varia entre os 50 e os 300 membros, dependendo de vários factores, porém este é normalmente o número de membros para este período, durante o qual ouve situações de reavivamento e crescimento e também de mornidão sem crescimento regular.

Um dos factores principais para a falta de crescimento, especialmente nas igrejas das grandes cidades está na população que cercava a igreja e que começou a mudar. Vários tipos de pessoas chegaram e partiram, deixaram de ter a mesma linguagem e as mesmas necessidades.

Um outro factor não menos importante reside nos membros da igreja que pouco a pouco se cansaram; tornou-se dificil trazer visitas, apesar dos esforços evangelísticos muito grandes, poucas das pessoas que assistem às campanhas permanecem em busca de um conhecimento bíblico mais profundo e como resultado, poucas são baptizadas. A assistência dos membros aos cultos durante a semana começou a diminuir. A assistencia da igreja flutua segundo os programas que são apresentados. É a este processo que se chama os “Ciclos de Vida da Igreja”

Alguns pastores e dirigentes das igrejas locais não conseguem compreender este fenómeno. A verdade porém é que as igrejas são organismos vivos e passam por etapas (vitórias, crises, crescimento, declínio). Alguns especialistas chegam a afirmar que o tempo médio de vida de uma igreja é de 70 anos, como acontece na vida de todos os seres humanos.

A questão fundamental é a de saber se é possível às igrejas mais antigas e que extagnaram no processo do crescimento, se poderão recuperar a vitalidade? Claro que sim! Sabemos que a igreja fundamentalmente é dirigida pelo Espírito Santo, sabemos no entanto que há uma relação entre acção do Espírito Santo e a acção do homem. Assim, há outra questão a colocar; estamos nós dispostos a pagar o preço e a mudar?  

Quando uma igreja é implantada, ela tende a ficar com as características da geração que a estabeleceu. A igreja continua com os valores tradicionais instalados pelos fundadores no seu ADN, mas com o tempo, menos pessoas aceitam as formas da geração pioneira.

Isto tem que acontecer?  Não, mas uma igreja precisa estar disposta a adaptar-se em relação à cultura que a cerca, sem contudo alterar os princípios Divinos.

Como alterar este conceito? Podemos desde já afirmar que o problema do crescimento da igreja não está

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O TESTEMUNHO DE UMA MÃE QUE PERDEU O SEU FILHO

MÃE NA PRIMEIRA PESSOA
Chamava-se Humberto Carlos, tinha 5 anos e meio. Dois dias antes da sua morte olhou para mim com os seus lindos e inocentes olhos  e  disse:
- Mãe…preciso de pedir…
- Diz filho, fala por favor!
- Mãe …nunca deixe de orar …promete? Quero um dia estar com a mãe e o pai na Nova Terra.
Respondi: Está bem, meu filho.
Ele insiste …preciso ainda de pedir que o pai aceite a Jesus como Salvador…amo tanto o meu pai…eu quero que ele saiba sobre o amor de Jesus…ouviu mãe!
Fiquei muito emocionada e senti a presença do Espírito Santo e as lágrimas lavaram o meu rosto.
Não resisti e sentei-me na cama e peguei-o ao colo…sentia uma imensa necessidade de beijar o meu meigo e amado filho…que evidentemente ia perdendo a vida e lutava para viver!
E eu pensava …como é que um menino com pouco mais de 5 anos pode ter estes anseios e manifestá-los com tanta lucidez?
Percebendo ele que eu chorava pediu:
- Não chore…a nossa esperança é Jesus! Confie mãe e confie sempre!
Surpreendeu-me com o pedido para lhe cantar um hino e foi ele que o escolheu…eu não estava em condições  de cantar… insistiu no hino 272 – Hinário Adventista
Depois do hino…levei o meu filhinho para o Hospital central de Coimbra.
O Pr. Da Igreja Adventista de Coimbra…era também pastor da igreja da Figueira da Foz e do grupo que se reunia em minha casa em Santana…ao saber que o menino amava este hino a esposa foi buscar a sua harpa a casa (ela era uma exímia harpista) e naquele hospital…a música do Céu derramou-se pelos corredores e em especial no meu coração de mãe como óleo do céu!
Fiquei de joelhos com o sentimento que só as mães podem ter…tinha chegado a hora do meu filho adormecer …fui chamada da oração por ele a pedir um beijo…beijei e disse:  “até logo amado!”
Entretanto o meu marido chegou…contei-lhe o que o nosso filho tinha dito e ele chorou e o coração do meu marido quebrou-se sobre a Rocha dos séculos a partir desse instante o Senhor Jesus tem sido a nossa força e o nosso Caminho…sim Deus dá forças na aflição e estas não são mais que a fornalha da purificação e santificação…vivo a esperança e a promessa: “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.” 1ª Tessalonicenses 4:13
Louvado seja o Senhor “…não somos como os demais, que não têm esperança.”
Porque não aceita agora esta bendita e maravilhosa ESPERANÇA?
Alice de Santana

Nota: daquele pequenino Grupo de crentes nasceu a Igreja Adventista de Santana – uma altar que tem testemunhado com firmeza a Mensagem dos Três Anjos…e o fará até que o Senhor volte em Glória para fazer todas as coisas novas…"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21 : 4)


segunda-feira, 7 de julho de 2014

A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO

Texto Áureo
“[...] e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8).
– O texto áureo mostra uma estratégia de evangelismo que seria seguida por todo livro de Atos. O testemunho de Jerusalém (cap. 2) apresenta, em miniatura, o ministério mundial de Deus: os ‘judeus... de todas as nações’ (2.5) que ouviram e creram carregaram a mensagem para bem longe. No resto de Atos, o evangelho se espalha à Jerusalém, à Judeia e Samaria, à Antioquia da Síria e aos confins da terra[1].
Verdade Prática
Não fomos chamados apenas para usufruir dos benefícios da salvação, mas também para testemunhar do Salvador a um mundo que jaz no malígno.
Leitura Bíblica: Mateus 5.13-16; Romanos 12.1,2
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Saber que o cristão é o 'sal' da terra;
- Compreender que o crente é como luz no mundo, e
- Conscientizar-se da importância do testemunho cristão.
Palavra-chave
TESTEMUNHO
Demonstração da veracidade de um fato.
Comentário
(I. Introdução)
Em cinco referências do Novo Testamento, Jesus incumbe diretamente seus discípulos a ir e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt 28.18-20; Mc 16.15-18; Lc 24.45-48; Jo 20.21-23, e At 1.8). Certamente, a Igreja e o mundo são comunidades distintas. O mundo é tenebroso, sem luz. O mundo (humanidade não regenerada em Cristo), manifesta uma tendência à podridão, à imundícia, em função do domínio do pecado. A Igreja, apesar de distinta, permanece no mundo com duplo papel: como sal para interromper, ou pelo menos retardar, o processo da corrupção social; e, como luz, para desfazer as trevas. Nas bem aventuranças, Jesus ensinou aos seus discípulos acerca do caráter cristão que deve marcar suas vidas. Na última bem aventurança, Jesus chamou a atenção dos seus discípulos para a perseguição que eles haveriam de sofrer por evidenciarem em suas vidas o caráter do Reino. Essa perseguição é a reação de ódio do mundo contra os discípulos fiéis de Jesus Cristo. Assim o mundo reage em relação aos discípulos de Cristo. Como então, o cristão deve reagir em relação ao mundo em que vive? Será que os cristãos podem influenciar o mundo? Cristo nos ensina que sim. Logo depois de ensinar as bem aventuranças ele chama seus discípulos de “sal da terra” e “luz do mundo”. Boa Aula!
(II. Desenvolvimento)
I. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA
1. A função de preservar. Cristo identifica seus discípulos como o ‘sal da terra’. Precisamos saber qual é a função do cristão como sal da terra. Para isso é importante atentarmos para o valor e a função do sal. O termo sal vem do grego hals, halos, que tanto significam sal como mar. O valor primário do sal não estava

A Ponte - Vai Valer a Pena - Ministério Livres Para Adorar

O Vídeo que tem inspirado milhares de vídeos comparando o Sacrifício de Jesus na cruz com a história de um pai que decidiu entregar a vida de seu filho para salvar outras vidas.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha  a via eterna. Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do
Unigénito Filho de Deus." (João cap 3 ver 16 ao 18 )  

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cristo, a Lei e as Alianças

 Texto principal:
"Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que Ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança" (Hb 9:15).

A eterna decisão divina de salvar a humanidade foi revelada ao longo dos séculos por meio das alianças. Embora a Bíblia fale de alianças no plural (Rm 9:4; Gl 4:24; Ef 2:12), na realidade, só existe a aliança da graça, na qual a salvação é dada aos pecadores, com base não em seus méritos, mas nos méritos de Jesus, oferecidos a todos os que clamam esses méritos pela fé. O plural, alianças, significa simplesmente que Deus antecipou Seus propósitos de salvação ao reafirmar a aliança de várias formas, a fim de atender às necessidades de Seu povo em diferentes épocas e contextos. No entanto, é sempre a mesma aliança, a eterna aliança da graça salvadora de Deus.

A essência dessa aliança é o constante e fiel amor do Senhor (Dt 7:9; 1Rs 8:23; Dn 9:4). Como parte dessa aliança, Deus chama Seu povo a obedecer Sua lei, não como meio de salvação, mas como fruto dela. A lei e a graça unidas sempre foram centrais para a aliança eterna de Deus.

Hoje é um dia especial. Sábado alegre e festivo. Momento de sair às ruas para compartilhar sua fé.

Sinais da aliança (Gn 9:12-17)
Uma aliança pode ser simplesmente definida como um acordo entre duas partes com base em promessas feitas por uma, ou por ambas as partes. Existem dois métodos básicos pelos quais uma aliança pode funcionar. No primeiro, as partes envolvidas na aliança concordam com os termos do relacionamento e fazem promessas mútuas. Esse seria o caso em um casamento, fusão de empresas e até mesmo na compra de imóveis. No segundo método, uma parte inicia a aliança, estipulando tanto as promessas quanto as condições inegociáveis, e a outra parte é convidada a participar. Exemplos disso incluem o pagamento de impostos ou de mensalidades em uma instituição educacional. Nos dois casos, cada uma das partes é livre para se retirar da aliança, mas geralmente há uma consequência. Por exemplo, uma pessoa que não paga a prestação de seu imóvel, pode perdê-lo, e um cidadão que se recusa a pagar os impostos será processado.
Normalmente, uma aliança é estabelecida com pelo menos um símbolo. Por exemplo, uma pessoa que compra um imóvel financiado coloca várias assinaturas em um contrato de empréstimo imobiliário junto a uma instituição de crédito, a qual mantém o título de propriedade do imóvel em garantia, até que o valor total seja pago. Para as pessoas casadas, o cartório emite uma certidão de casamento. O documento não é a aliança, mas um indicador de que a pessoa está comprometida com uma aliança.

1. Leia Génesis 9:12-17 e 17:2-12. Qual é a diferença entre o símbolo e a aliança nessas passagens? Além disso, quais são as diferenças entre essas duas alianças?

Em Génesis 9:9, Deus fez uma aliança com a criação, estabelecendo que Ele jamais destruiria a Terra novamente com água. Sempre que um arco-íris aparece no Céu, todos devem se lembrar da promessa de Deus. O mesmo se pode dizer da marca da circuncisão, que devia fazer todo judeu lembrar do papel de Seu povo em abençoar as nações. A primeira aliança foi feita com toda a humanidade, a outra especificamente com a nação de Israel. Além disso, na aliança feita com a humanidade depois do Dilúvio, as

sábado, 26 de abril de 2014

O Pequeno Grupo e o Discipulado

Precisa ficar claro que Deus não tem uma missão para Sua igreja, mas uma igreja para Sua missão. E esta é a missão de Deus, que foi comissionada em João 20:21: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio. ”O fato é que a igreja não tem uma missão em si. Mas, devido à entrada do pecado e ao processo degenerativo que esse trouxe ao mundo, Deus concedeu ao ser humano o privilégio de participar e se envolver em Sua missão. Jorge Henrique Barros, professor de Teologia Bíblica da Missão, acha que “missão é manifestar o amor do reino de Deus [...] através de palavras e obras, com vistas à transformação”. Essa transformação pode ser chamada de discipulado e faz parte do processo de crescimento em Cristo. Como as pessoas crescem espiritualmente? Como crescem no processo do discipulado? Ao falar do homem justo, o salmo 1 ilustra muito bem esse processo. O verso 3 diz: “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. “O texto mostra que o “justo” (o cristão em crescimento) está em conexão com a fonte da vida – ele tem íntima comunhão com Deus. Todavia, o texto vai além e declara que o justo dá fruto, suas obras são manifestas, sua vida não é vazia nem isolada, ele está envolvido na missão, sendo um canal de bênçãos. Os frutos são produzidos para beneficiar outras pessoas e para a honra e glória de Deus. É impossível ser frutífero vivendo isoladamente; precisa haver vida em comunidade. O amor que vem de Deus, de um constante crescimento e íntima comunhão com o Senhor, se manifesta nos círculos de relacionamentos humanos. Por fim, o texto afirma que o justo é bem-sucedido em todas as suas obras. A vida de comunhão e em comunidade conduz o justo ao seu comissionamento, as obras são automáticas e ele é bem-sucedido. Pode-se resumir dizendo que comunhão + comunidade = missão. Não se pode, nem deve separar uma coisa da outra, e para haver crescimento sadio no discipulado, as três partes devem estar conectadas. Ellen G. White esclarece isso ao dizer que “todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão prestes a perecer, ansiosos de beber da água da vida” (O Desejado de Todas as Nações, p. 195).A comunhão (que envolve estudo da Bíblia e oração) precisa ser diária, assim como o comissionamento; já o encontro regular com a comunidade pode ser repetido uma vez por semana por meio dos pequenos grupos. Está ficando cada vez mais comum ver igrejas cheias de membros relativamente autónomos e distantes, que mais parecem estar cumprindo um compromisso obrigatório de marcar a presença na igreja do que em buscar uma experiência genuína de adoração e comunhão colectivas a igreja deseja alcançar sucesso, ela precisa seguir os passos de Jesus. No Seu ministério, Cristo manteve o foco num grupo pequeno, que pode ser visto como um protótipo do discipulado. Jesus dedicou grande parte do 
Seu ministério a esse grupo, cujos membros alcançaram os confins da Terra. Manter o foco numa equipa contribui bastante para o sucesso no cumprimento da missão. Segundo David A. White, essa abordagem (1) produz mais frutos, (2) reúne uma variedade de dons e recursos, (3) gera mais ideias, (4) provê responsabilidades, (5) oferece encorajamento e suporte, e (6) treina futuros líderes (Your Church Can Multiply, p. 49-75).Qual foi o resultado do método de Cristo? A vida em comunhão e em comunidade, que os discípulos manifestaram no cenáculo, conduziu-os naturalmente ao comissionamento que resultou depois do Pentecostes. A estratégia usada por Jesus para conduzir as pessoas ao crescimento no discipulado pode ser dividida em quatro passos (orar, chamar, estar juntos e enviar) e é resumida em Marcos 3:13-14: “Depois, [Jesus] subiu ao monte e chamou os que Ele mesmo quis, e vieram para junto d´Ele. Então, designou doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar.” Orar. A passagem paralela de Lucas 6:12-16 diz que Jesus esteve no monte em oração durante toda a noite. Eis o primeiro passo da estratégia de Jesus: antes de chamar os doze, Ele passou a noite a orar. Antes de formar o Seu grupo, Ele clamou a Deus o Pai. O mesmo precisa acontecer hoje: a intercessão (oração) é fundamental em todo processo. O líder deve ter uma vida de comunhão diária. Chamar. O pastor ou ancião que pretende copiar o modelo criado por Jesus precisa, após muita oração, chamar aqueles que formarão o grupo protótipo, que passam a fazer parte de seu relacionamento mais próximo. O líder pode chamar entre três e dez pessoas com capacidade para aprender, que se dêem bem entre si, responsáveis, maduras na fé e com estilo de vida coerente e saudável (Ibid., p. 60-96). Essas pessoas serão futuros líderes de pequenos grupos. Portanto, é preciso escolher líderes em potencial, de ambos os sexos, de todas as idades, novos e antigos na igreja. É bom incluir no grupo uma pessoa de oração. Não que os demais não o sejam, mas alguém conhecido pelo dom da oração. “Jesus escolheu homens [...] dotados de natural capacidade, humildes e dóceis – homens a quem podia educar para Sua obra. Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes de possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. Requer-se o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas” (O Desejado de Todas as Nações, p. 250).Estar juntos. O verso 14 relata que os chamados “vieram para junto dEle”, Jesus estava com eles. “A mais elevada obra da educação não é comunicar conhecimentos, meramente, mas aquela vitalizante energia recebida mediante o contato de mente com mente, de coração com coração. Somente vida gera vida. Que privilégio, pois, foi o deles, por três anos em contato com aquela divina vida de onde tem provindo todo impulso doador de vida que tem abençoado o mundo!” (Ibid.).Recordando: comunhão + comunidade = missão. O líder ensina ao seu protótipo, por meio do exemplo e ensino, (1) a ter uma vida diária de estudo da Bíblia e oração; (2) a ter, entre eles, ao menos um encontro semanal para oração, estudo e planeamento (seu pequeno grupo); (3) a ter um modelo prático de cuidado e acompanhamento, de modo que eles possam copiar e praticar no futuro em seus respectivos pequenos grupos; (4) a ministrar a cada pessoa no grupo. Um detalhe: quanto mais próximos de Jesus os crentes estiverem, mais próximos estarão uns dos outros. Portanto, planeiem um retiro espiritual em um fim-de-semana. Depois, aguardem a atuação do Espírito Santo. Enviar. Chega o momento em que o líder deve encaminhar os membros do grupo a liderar seus próprios pequenos grupos, para que o modelo de crescimento seja reproduzido. Cada dupla do protótipo forma um novo pequeno grupo. O pequeno grupo (ou mais de um pequeno grupo) pode formar uma nova igreja. Eis uma visão geral do processo do protótipo:Comunhão: (1) orar; (2) chamar; Comunidade: (4) estar juntos; Missão: (5) enviar. Como afirma Ellen G. White, “a obra feita totalmente por uma pessoa é extensiva a muitas” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 255). Concentrar-se em poucos é mais eficaz – além de ser um processo multiplicador – do que concentrar-se numa multidão. Entretanto, Jesus não abandonou o trabalho com as multidões, assim como o líder de hoje não deve abandoná-las quando se concentrar em poucas pessoas. Conduzir um grupo no discipulado é multiplicar seu próprio ministério e o alcance do mesmo. Finalmente, o líder precisa ter cuidado para que o protótipo e a reunião do pequeno grupo sejam conduzidos dentro do mesmo processo de crescimento apresentado pela Palavra de Deus: comunhão, comunidade e missão. Numa reunião, deve-se começar com a comunidade (conversar sobre a semana, desafios, etc.), depois é que se passa para a comunhão, fazendo a transição com uma oração, que pode mencionar algo que foi compartilhado na primeira parte. Em seguida, prossegue-se com o estudo da Bíblia, de forma dinâmica e participativa. A última parte é a condução das pessoas para a missão, desafiando-as a alcançar outras pessoas e a desenvolver novos pequenos grupos. Lembre-se de que a bênção alcançada deve ser reproduzida. O discipulado precisa ser levado adiante e não existe uma única forma pela qual ele deva ser conduzido, todavia os pequenos grupos e o protótipo formam um ambiente natural para seu progresso e estão em plena harmonia com o que foi desenvolvido por Jesus como exemplo de discipulado para a igreja em todas as épocas.

Aguinaldo L. Guimarães

domingo, 13 de abril de 2014

Cristo e a lei de Moisés

Texto principal:
"Se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim; porquanto ele escreveu a Meu respeito" (Jo 5:46).

Muitos cristãos conheceram histórias sobre a relação supostamente negativa de Jesus para com a religião judaica, um equívoco lamentável que só ajudou a alimentar o antissemitismo (aversão aos judeus) ao longo dos séculos. Jesus falou contra os abusos da religião, isso é verdade, mas não contra a própria religião. Afinal, Ele foi o fundador dela.

De fato, os relatos dos evangelhos sobre Sua vida e ministério mostram que Jesus era um judeu fiel, totalmente imerso na cultura judaica, desde o momento de Seu nascimento até a última semana de Sua vida na Terra.

Como todo judeu fiel no primeiro século, Jesus estava sujeito à lei mosaica. Criado em um lar de pais judeus fiéis, Ele apreciava plenamente Sua rica herança terrena, enraizada na providência divina. Ele sabia que Deus havia inspirado Moisés a escrever essas leis, com o objetivo de criar uma sociedade que refletisse Sua vontade e servisse como farol para as nações. Ele cumpriu fielmente a letra da lei. Na circuncisão, na Sua visita ao templo para as festas e na Sua atitude sobre os impostos, Jesus permaneceu fiel a um sistema que seria cumprido por Sua morte na cruz e ministério celestial. Mesmo sabendo como tudo seria cumprido, Ele foi fiel.

Nesta semana, examinaremos mais algumas leis que o próprio Jesus cumpriu.

Circuncisão e dedicação (Lc 2:21-24)
Deus estabeleceu Sua aliança com Abraão, dizendo que ele seria o pai de muitas nações (Gn 17:4). Quando Deus fez essa aliança, Abraão estava com 99 anos de idade, tendo gerado Ismael poucos anos antes, e ainda não tinha visto o nascimento de seu filho prometido, Isaque. No entanto, ele foi instruído a circuncidar-se, assim como todos os homens de sua casa, e foi orientado a garantir que cada filho nascido em sua casa, a partir daquele dia, fosse circuncidado ao oitavo dia (Gn 17:9-12). Esse sinal era tão importante que a circuncisão ocorria mesmo que o oitavo dia caísse em um sábado (Lv 12:3; Jo 7:22).

Essa verdade nos dá uma compreensão melhor dos primeiros dias da vida de Jesus. Os evangelhos mostram que José e Maria foram escolhidos para ser os pais terrenos de Jesus, pelo menos em parte, por causa da sua piedade. José é descrito como um "homem justo" (Mt 1:19, NVI), e o anjo disse a Maria: "Achaste graça diante de Deus" (Lc 1:30). Quando Jesus tinha oito dias de vida, Seus pais realizaram a cerimônia da circuncisão e Lhe deram o nome, da mesma forma que havia ocorrido com um número incontável de meninos hebreus em tempos passados.

Imagine, o imaculado Filho de Deus, agora em forma humana, passando pelo mesmo ritual que Ele havia instituído muitos séculos antes!

1. Leia Lucas 2:21-24 à luz de Êxodo 13:2, 12 e Levítico 12:1-8. O que esses textos nos dizem sobre José e Maria? O que podemos aprender com o exemplo deles?

A Bíblia é clara ao dizer que Maria era virgem quando foi escolhida para ser a mãe de Jesus (Lc 1:27). Então, Jesus foi o primeiro filho que "abriu seu ventre". De acordo com Êxodo 13, todo primogênito entre os filhos de Israel (de animal ou humano) devia ser dedicado ao Senhor. A lei também determinava em Levítico 12:2-5 que, após o nascimento de um menino, a mulher ficava impura por 40 dias
(80 dias se fosse menina). No fim desse período, ela devia se apresentar ao sacerdote e oferecer um sacrifício. Como judeus piedosos, Maria e José cumpriram meticulosamente as obrigações da lei mosaica e garantiram que o Filho de Deus levasse as marcas da aliança.

Festas judaicas (João 5:1)
"Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém" (Jo 5:1).

O primeiro grande período festivo no ano civil judaico eram os sete dias dos pães asmos, que começavam com a Páscoa. O festival comemorava a libertação dos israelitas da escravidão do Egito, quando o anjo da morte passou por cima (a palavra Páscoa significa passar por cima) das casas dos que colocaram o sangue nas ombreiras das portas.

2. Quantas vezes Jesus celebrou a Páscoa? Lc 2:41-43; Jo 2:13-23; Mt 26:17-20

Cinquenta dias após a Páscoa ocorria a festa de Shavuot, muitas vezes referida pelo seu nome grego, Pentecostes. Embora as Escrituras não apresentem uma razão para o Pentecostes, os rabinos acreditavam que o festival comemorava a entrega da lei a Moisés. Não há registro nos evangelhos de que Jesus tivesse celebrado o Pentecostes. No entanto, antes de Sua ascensão Ele aconselhou Seus discípulos a esperar em Jerusalém pelo batismo do Espírito Santo (At 1:4, 5). Esse evento realmente ocorreu no Dia de Pentecostes (At 2:1-4).

O último período de festas do ano civil judaico era a Festa dos Tabernáculos (Festa das Cabanas) e o Dia da Expiação (Yom Kippur). O Dia da Expiação representa o dia em que o pecado era purificado do acampamento e o povo estava em harmonia com Deus. A Festa das Cabanas comemorava o tempo em que Israel teve que viver em tendas no deserto.

Além das festas das leis de Moisés, os judeus têm outros dois festivais que comemoram a intervenção

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A Maior Necessidade: Viver como Cristo

Por mais que se enfatize a necessidade de reavivamento espiritual, nunca é demais. Assim, como o pastor Ted Wilson diz, este é o tempo para os líderes chamarem a igreja a orar pelo reavivamento.

O que é o Reavivamento?
Qual o seu Significado?

1. O reavivamento para ser real deve ser fundamentado na conversão. O reavivamento requer de nós em primeiro lugar uma genuína, certamente, experimentada quando se aceita Jesus como Único Salvador da nossa vida e provocou uma mudança na nossa mente. Ela é necessária, hoje e repetidamente, pelo simples facto que os nossos sentidos espirituais têm tendência a adormecer. Antes da nossa conversão, estávamos mortos nos nossos pecados (Ef 2:1), mas Deus através de Cristo perdoou os nossos pecados e nos tornou pessoas vivas (2:5; Cl 2:13). Como resultado, fomos conduzidos a uma vida nova a uma união com Cristo (Rom 6:4; João 15:1-10). Essa nova vida nos alcançou por meio do Espírito e relaciona-se directamente com as palavras de Jesus, que são Espírito e vida (João 6:63; 2ª Cor 3:6). A união dos crentes com Cristo é tão profunda que o amor de Deus é derramado nos seus corações. Cristo vive neles (Gal 2:20), eles vivem no e para o serviço em favor dos outros (1Jo 3:14; 2Co 13:4) e a eles é assegurado que as suas orações serão atendidas (João 15:7, 16, 23; 1ª João 5:14).

2. Reavivamento como retorno. Na nossa jornada como crentes, perdemos o relacionamento e por essa razão deixamos de viver como Cristo para viver uma vida “cristã” desencorajada e sem um vínculo forte com Cristo. A isto a Bíblia chama a perda do primeiro amor (Apoc 2:4). A mudança é necessária. Devemos conhecer as nossas necessidades e retornar ao lar como o filho pródigo (Luc 15:17-19). Quando o pai viu o filho, exclamou: “Este meu filho estava morto e reviveu” (15:24). Somente o amor de Deus revelado em Jesus, por meio do Espírito, pode mover-nos a restabelecer a união com o Senhor. Alcançamos o nosso verdadeiro destino quando, movidos por Ele, abrimos a porta (Apoc 3:14-22). Então, somos reavivados!

3. Reavivamento como estilo de vida. Reavivamento é a percepção de que perdemos  a nossa união vital com Cristo, que a influência do Espírito na nossa vida tem diminuído e que necessitamos fortalecer a nossa vida espiritual através do estudo da Palavra e de uma vida de oração e serviço em favor dos outros. Isso é como a vida cristã sempre deveria ser. Se não é assim, então necessitamos de reavivamento. À medida que nos aproximarmos do Senhor, o Espírito nos capacitará a compreender as Escrituras e a caminhar em santidade, mobilizando-nos a aplicar tempo de qualidade em comunhão com o Senhor e a pedir em oração pelo derramamento do Espírito. A manifestação do poder do Espírito na nossa vida está directamente relacionada com o nosso interesse no crescimento espiritual e no nosso engajamento na missão da igreja. O Espírito é dinâmico e, portanto, o Seu poder não é concedido aos que são indiferentes à missão de Deus. À medida que nos aproximarmos do fim do conflito, o Espírito virá com poder sem precedentes (a chuva serôdia) em preparação para a divina colheita. Devemos orar por esse evento e pedir que o Espírito nos use hoje, à medida que compartilhamos a mensagem.

4. Reavivamento não é só um estado emocional nem milagres, mas uma vida totalmente comprometida com o Senhor e nutrida por Ele por meio do estudo das Escrituras, da oração, receptividade ao poder e à presença do Espírito, e do ato de testemunhar. Se no nosso testemunho um milagre for necessário, o Espírito o realizará, e os milagres acontecerão em conexão com a chuva serôdia. Vamos todos juntos orar pelo reavivamento da primitiva bondade entre nós!


editor,

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Crescimento da Igreja

 “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” Efésios 5.27

Introdução: A Igreja primitiva crescia naturalmente. Se formos fazer uma estatística do seu crescimento veremos que o número de seguidores cristãos aumentava a cada instante chegando a um acréscimo de mais de mil por cento. Qual seria o segredo do crescimento desta igreja? Não há segredo, a Bíblia mostra que a Igreja crescia naturalmente.
Veja alguns dados do crescimento da Igreja Primitiva:
12 discípulos (Mateus 10.1-4 / Lucas 9.1)
70 discípulos (Lucas 10.1)
120 discípulos (Atos 1.15)
3.000 batizados (Atos 2.41)
5.000 convertidos (Atos 4.4)
O número continua crescendo ao ponto de perder a conta (Atos 5.14)
Mais crescimento inclusive conversão de sacerdotes (Atos 6.1 e 7)
Cristãos se espalham devido à perseguição (Atos 8.1 e 4)
Muitas Igrejas fundadas (Atos 9.31)
Aldeias inteiras tornam-se cristãs (Atos 9.35)
Gentios se convertem a Cristo (Atos 13.48,49)
Igrejas erguidas na Ásia menor e Turquia (Atos 14.1-28)
Igrejas fundadas na Europa (Atos 16.5 e 11,12; 17.4)
Milhares de judeus tornam-se cristãos (Atos 21.20).
Além do crescimento numérico, podemos observar a expansão territorial do cristianismo, devido à dispersão dos cristãos perseguidos. Também se percebe que a qualidade e o comprometimento dos cristãos dispostos a morrer por sua fé foi uma força para este movimento que crescia cada vez mais, diante das dificuldades.
Hoje se fala muito em estratégias para o crescimento da Igreja, mas as propostas são tantas que ficamos sem saber o que fazer. Existem igrejas que pregam o legalismo e crescem, outras o liberalismo e também crescem. Ainda há grupos que propõem sacrifícios e o povo obedece sempre crescendo, já outros não exigem nada e não conseguem crescer.
Qual é o segredo para o crescimento da Igreja?
Vamos refletir nas palavras de Efésios 5.27 e aprender sobre a importância da Santificação para o crescimento da Igreja:

1- Igreja GLORIOSA:
A Igreja Primitiva era gloriosa apesar de toda pobreza e simplicidade. Sua glória era a própria Glória de Deus que se manifestava no meio deles.
Hoje vemos muitas igrejas que se mostram ‘gloriosas’ com templos luxuosos e equipadas com todas as técnicas modernas, contudo a glória da Igreja não pode estar em outra coisa senão no poder de Deus que realiza maravilhas no meio do seu povo.
Muitas igrejas não têm crescido por causa do orgulho e outras cresceram muito porque tiveram humildade no começo do seu ministério e Deus manifestou a sua glória, mas com o tempo começam a envaidecer-se e caem porque “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6).
A Sua igreja tem sido gloriosa no sentido humano ou espiritual?
Deus quer uma Igreja cheia da sua Glória!
                             
2- Igreja Sem MÁCULA:
A Igreja primitiva era sem mácula, confusão ou pecado. Mas e o caso de Ananias e Safira em Atos 5? Sim eles pecaram, mas a Igreja não aceitou o pecado e Deus os castigou.
Algumas igrejas não crescem porque aceitam o pecado, tem receio de exortar o povo e não se prega santidade. Não existe força que possa vencer uma igreja, nem perseguição ou demónios, mas o pecado

quinta-feira, 27 de março de 2014

O Custo do Discipulado

Texto principal
"A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação" (2Co 1:7).

Ao longo da História, milhões de cristãos anónimos sacrificaram a vida por Cristo. Eles foram presos, torturados e mesmo executados. Milhões preferiram abrir mão de seus empregos, sofrer ridículo, suportar o abandono da família e perseverar sob perseguição religiosa, a abandonar Cristo. Só Deus sabe a plena extensão do sofrimento que Seus fiéis têm sofrido.

De fato, Paulo advertiu: "Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2Tm 3:12). E Pedro disse: "Para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos" (1Pe 2:21).

Apesar das promessas dos assim chamados pregadores da "prosperidade", automóveis luxuosos e ganhos financeiros não são oferecidos automaticamente aos cristãos apenas para satisfazer seus desejos e ambições pessoais. Embora Deus derrame muitas bênçãos no caminho dos fiéis, às vezes, o discipulado envolve perdas.

No fim, podemos ter certeza de que, seja qual for o custo do discipulado, considerando a recompensa eterna, esse custo é muito baixo.

Calculando o custo: a mais alta prioridade
1. Leia Lucas 12:49-53; 14:25, 26; Mateus 10:37. Qual é o preço do discipulado? O que deve estar acima dos relacionamentos humanos?

Os modernos apresentadores da televisão teriam feito um escândalo a partir dessas palavras: "Hoje, o famoso líder religioso Jesus de Nazaré defendeu o ódio familiar durante Sua palestra da tarde. Os analistas estão comparando esses pronunciamentos com as declarações feitas anteriormente, que promoviam relacionamentos afetuosos com vizinhos e inimigos. Os comentaristas querem saber se isso indica mudanças políticas recentes. Outras citações não confirmadas sugerem vender tudo e transferir os recursos para o movimento de Jesus. Fique atento para mais informações a qualquer momento."

Um estudo mais profundo da Bíblia e do modo pelo qual a palavra "ódio" é usada, ajuda a esclarecer o que Jesus quiz dizer. Deuteronômio 21:15 contém a legislação sobre homens com várias esposas. A Bíblia na versão King James, seguindo o sentido natural, traduz assim: "uma amada e outra odiada", com respeito às esposas. A mensagem de Moisés foi que, se o marido preferisse uma mulher acima de outra, ele não podia tirar o direito de primogenitura do filho da menos favorecida.

A New Revised Standard Version [Nova Versão Revisada Padrão] e a Modern Language Bible [Bíblia na Linguagem Moderna] mudaram a terminologia, traduzindo querida, como amada, e odiada, como desprezada. O Tanakh (Bíblia Judaica) e a New American Standard Bible (Nova Bíblia Americana Padrão; protestante) optaram pelas expressões amada e não amada. Evidentemente a intenção do texto era falar de "afeição relativa". O ódio, nesse contexto, pode indicar "amar menos". Mateus 10:37, a passagem paralela, certamente dá credibilidade a essa sugestão.

A Ceifa e os Ceifeiros

Texto principal
"Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos" (Jo 15:8)

Em muitos aspectos o estudo desta semana é a continuação da lição anterior. Cristo estabeleceu líderes espirituais com a finalidade específica de proclamar o reino de Deus. Os princípios e a metodologia que Jesus empregou devem permanecer como base espiritual para a preparação dos cristãos modernos.

Em outras palavras, as modernas teorias de liderança nunca devem substituir o fundamento que Cristo estabeleceu. Sempre que a publicidade e a propaganda tiverem precedência sobre o crescimento espiritual, os resultados serão superficialidade e esterilidade espirituais. Sempre que o proselitismo toma o lugar do arrependimento, da conversão e da transformação espiritual, a missão fracassa. Treinar líderes para conduzir projetos evangelísticos, campanhas de média e atividades de relações públicas, em lugar de prepará-los para o conflito espiritual, é procurar o desastre. O verdadeiro evangelismo e a formação de discípulos focalizam quatro aspectos: (1)Reconhecimento de nossa condição pecaminosa; (2) contrição sincera; (3) entrega espiritual sem reservas; (4) incontrolável compulsão para difundir a mensagem divina.

O pão dos mendigos
Aproximando-se o tempo de Sua partida, a preocupação de Cristo concentrou-se em Seus discípulos, aos quais serviu abnegadamente e amou profundamente. Eles não seriam abandonados. Embora Jesus tivesse que voltar para o Céu, o Espírito Santo foi comissionado a suprir a intimidade espiritual que os discípulos haviam desfrutado em Sua presença. A instrução de Cristo sobre a obra do Espírito era tão valiosa que João dedicou vários capítulos à sua preservação. Um elemento característico seria o testemunho do Espírito Santo a respeito de Cristo, embora o Espírito não tivesse que testemunhar sozinho. Acompanhados pelo Espírito, os discípulos também testemunhariam sobre o ministério de Jesus. Deus poderia ter designado anjos para disseminar, sem nosso auxílio, o evangelho. Em vez disso, Ele preferiu contar com seres humanos pecaminosos, errantes e imprevisíveis para esse sagrado chamado.

1. Leia João 1:40-46; 4:28-30; 15:26, 27; 19:35, 36. De que forma o humano e o divino trabalham juntos na conquista de pessoas?

Evangelismo tem sido informalmente definido como "mendigos dizendo a outros mendigos onde encontrar pão". André certamente se destacou nesse aspecto. Os escritos de seu irmão Pedro posteriormente foram incluídos na Bíblia. O ministério de Pedro foi narrado em Atos e Cristo incluiu esse apóstolo entre Seus três colaboradores mais próximos. Essas honras nunca foram concedidas a André. No entanto, ele recebeu reconhecimento especial por seguir a simples instrução de Cristo ao levar pessoas ao Salvador.

Quantos dos vasos escolhidos por Deus – pessoas eficientes no evangelismo, na administração e na liderança – foram apresentados a Cristo por discípulos fiéis cujas identidades, humanamente falando, foram há muito tempo esquecidas? Embora essas pessoas não tenham recebido distinção, a obra de Deus poderia ter sido enfraquecida se elas não tivessem testemunhado fielmente de Jesus. Cristo preparou Seus discípulos para tarefas maiores dando-lhes, primeiramente, atribuições simples, que estavam ao seu alcance. A mulher samaritana, Filipe e André demonstraram o poder do testemunho simples e dos convites sinceros. Todos somos chamados a fazer o mesmo.

Quando Jesus recomendou paciência
2. Leia Lucas 24:47-53; Atos 1:6-8; 16:6-10. Por que era necessário esperar pelo Espírito? Que lições referentes à paciência e à espera pelo tempo de Deus são sugeridas nessas passagens? Que encorajamento podemos receber da experiência de Paulo ao enfrentar frustração?

Mediante a pregação e exemplo, Jesus ensinou aos discípulos a paciência. Embora enfrentasse fanatismo, ignorância, incompreensão e total conspiração, Cristo perseverou pacientemente. Essa perseverança estava ancorada na completa dependência dEle em relação ao Espírito de Deus. Jesus compreendia que, a menos que os discípulos experimentassem a mesma dependência, o avanço do reino ficaria seriamente

Preparando Líderes Espirituais

Verso principal:
"Naqueles dias, retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a Si os Seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos" (Lc 6:12, 13).

Embora Jesus fosse sempre ativo em fazer discípulos, Ele reconheceu que Sua permanência na Terra seria breve. Portanto, dedicou-Se à formação de discípulos para que continuassem o trabalho depois que Ele partisse. Ele era o Mestre deles, tanto professor como treinador. Ainda que o ensino e o treinamento estejam obviamente relacionados, o ensino geralmente sugere transmissão de conhecimento, enquanto que o treinamento envolve a formação ou qualificação por meio da prática e disciplina.

A preparação dos discípulos para a liderança certamente envolveu o recebimento de conhecimento, mas o crescimento espiritual era ainda mais importante. Eles precisavam de experiência nas coisas de Deus, de fé, provações, santificação e abnegação, juntamente com a compreensão intelectual da doutrina e da teologia. O conhecimento, por si só, seria uma preparação insuficiente para enfrentar os difíceis desafios futuros. Jesus proveu ambos.

Escolha e preparação de líderes
A jornada terrena de Cristo foi relativamente breve. Portanto, o treinamento dos formadores de discípulos era imprescindível. Quem devia ser selecionado? Quantos deviam ser escolhidos? Sem dúvida, havia centenas de discípulos de Jesus. Deviam todos eles ser submetidos à educação em massa? Cristo entendia que a liderança era efetivamente cultivada em pequenos grupos, e não produzida em massa por meio de palestras. Um número limitado seria escolhido por Cristo para o curso de formação inicial.

1. Leia Lucas 6:12-16. O que Jesus fez antes de escolher Seus discípulos? Por que isso era tão importante?

Fazer escolhas eficazes exigia grande sabedoria. Jesus Se aproximou de Seu Pai celestial pela oração para

quarta-feira, 19 de março de 2014

Jesus e os Excluídos Sociais

Texto principal
"Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um Homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?!" (João 4:28, 29).

A jovem, com antecedentes tristes (teve dois filhos fora do casamento no tempo em que estava com quinze anos de idade), agora estava presa, aguardando julgamento. Seu crime foi ter assassinado uma assistente social que devia levar seu bebê, a única pessoa a quem ela amava.

Sem mãe, pai, marido, qualquer parente ou amigo, ela enfrentava sozinha um futuro ameaçador. Mediante as visitas de um pastor, no entanto, essa jovem aprendeu que, apesar de todos os seus erros, da situação desesperadora e de seu futuro incerto, Cristo a amava e perdoava. Independentemente de como a sociedade a visse, ela conhecia por si mesma o eterno amor de Deus. Essa excluída social descobriu significado e propósito em seu Senhor, cujo amor e aceitação transcendiam todas as normas e até mesmo os melhores costumes sociais.

Os adventistas em todo o mundo estarão unidos em um grande movimento de oração! Aproveite essa grande oportunidade.

Pessoas "inferiores"
As sociedades estabelecem hierarquias. Pessoas ricas ou cultas costumam conseguir as mais altas posições.

Com os Ricos e Famosos

Texto principal
"O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos." (1Tm 6:10, NVI).

Dizem que "as pessoas gastam dinheiro que não têm em coisas de que não necessitam, a fim de impressionar as pessoas de quem não gostam".

Que importante verdade tem essa declaração, ela apresenta  algo discutível. O que não se discute, entretanto, é que o dinheiro pode ter uma poderosa influência sobre todos nós. Uma vez que os hábitos financeiros de uma pessoa representam de forma abrangente os valores que ela adota, o dinheiro é realmente uma questão espiritual. Sem dúvida, é por isso que a Bíblia gasta muito tempo falando sobre esse assunto.

Além disso, a fama normalmente acompanha a riqueza. Estrelas de cinema, atletas de destaque e políticos frequentemente possuem ambas. As celebridades exercem influência, uma forma de poder. Jesus, todavia, não Se impressionou com a riqueza ou o poder de ninguém. Ele simplesmente procurava alcançá-los pela mesma razão que O levava a alcançar todos os demais: Ele queria que tivessem a riqueza que o dinheiro não pode comprar.

Busque a Deus hoje para experimentar o arrependimento dos pecados e o refrigério pela presença do Espírito Santo.

Ricamente abençoado
Como seres humanos decaídos, estamos sujeitos à inveja, especialmente em relação aos que têm mais dinheiro do que nós (não importando quanto dinheiro podemos ter). A Bíblia, porém, não despreza totalmente nem a riqueza nem os ricos. À semelhança do que acontece com tantas outras coisas na vida, os problemas não surgem das coisas em si, mas da forma como nos relacionamos com elas.

1. Quais conselhos a Bíblia dá acerca da riqueza? Dt 8:17, 18; Gn 13:5, 6; 41:41-43; Jó 1:1-3; Dn 4:28-31. Por que era tão importante que Israel não se esquecesse de onde provinham as bênçãos que recebia?

Não há dúvida de que pessoas como Abraão, José, Mardoqueu, Ester, Ezequias, Josias e Josafá eram ricos e espiritualmente dedicados. O exemplo de Nabucodonosor, no entanto, mostra o perigo de tornar a riqueza um ídolo, algo que é tão fácil acontecer com qualquer pessoa. Por outro lado, o reconhecimento da